É... Não é nome de remédio...! Rsrsr! No post seguinte trataremos do oposto da tautologia e pleonasmo, ou seja, a concisão. Aguardem! Bj e um excelente dia!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Intertextualidade: exemplos para refletir ( 8ª série)














Vejam a criatividade da Hortifruti (aqui) em uma campanha publicitária! Além disso, alimentação à base de frutas e legumes é dezzzz! Enquanto preparo um post com a coletânea de textos e a proposta de redação do 3º Médio, que tal refletirem sobre a relação de intertextualidade na publicidade acima? A profª Laís e eu temos uma atividade a propor sobre isso. Aguardem! Cliquem nas imagens para ampliá-las! Bj, Tê!quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Exemplo de texto dissertativo-argumentativo (aos alunos do 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio)
De certo modo, a Amazônia, há algum tempo, vem sendo internacionalizada de forma lenta e gradual. Vale dizer: embora o povo brasileiro tenha em sua floresta plantas e sementes as quais servem para a fabricação de cosméticos e outros produtos caríssimos da indústria farmacêutica, ele não pode fazer uso deles com fins lucrativos pelo fato de já terem sido patenteados pelas nações mais desenvolvidas tecnologicamente.
O Brasil poderia extrair, de modo a não destruir a região, várias riquezas desse solo. De acordo com recente pesquisa divulgada pela Veja, na Amazônia existe, além das plantas, cujo uso medicinal é potencialmente significativo, uma grande reserva de água doce. Há também petróleo e diversos recursos minerais.
Assim, alguns países mais ricos, percebendo o grande potencial dessa área, insistem na hipótese de torná-la patrimônio do mundo. Percebe-se, na verdade, um interesse econômico na floresta pois, além de outras riquezas, a reserva de água doce, a maior do mundo, será suficiente para gerar, em um futuro próximo, muitos lucros uma vez que, nos últimos anos, a escassez de água aumentou e a tendência é aumentar ainda mais.
Ademais, o pretexto para internacionalizar a região sustenta-se no fato de o governo brasileiro não proteger de forma devida um patrimônio de tamanha grandeza. Com efeito, a falta de fiscalização por parte dos órgãos responsáveis está permitindo a atuação ilegal de madeireiros e produtores rurais. Soma-se a isso não haver suficientes incentivos na área tecnológica e científica, impossibilitando os pesquisadores descobrirem mais rapidamente o uso eficaz de certas plantas.
Entretanto, o atual presidente da República e sua equipe de governo estão começando a centrar sua atenção na Amazônia visando preservá-la. É válido lembrar a realização de constantes mapeamentos aéreos com a intenção de focalizar queimadas e áreas de desmatamentos. Além disso, os empréstimos aos agricultores são liberados apenas se estes apresentarem um projeto de preservação ambiental.
A Amazônia é uma região de valor imensurável e, devido a isso, desperta a cobiça de outras nações. Desse modo, caberá aos governantes brasileiros investirem no local, com o intuito de não permitir sua dominação. Afinal, os EUA deixaram evidente no conflito com o Iraque e na invasão ao Afeganistão a ideia de que, para garantirem seus interesses, são capazes de desrespeitar os direitos dos povos mais frágeis."
Por Daiane de Azevedo Fuhrmann, em 2003.
Vou retomar esse texto com os alunos do 2º ano e, com os do 3º, o discitiremos na próxima segunda-feira. Posteriormente comentarei sobre este texto. Bjs, e bom final de semana!!!! Tê!
Publicado originalmente em Tear de Sentidos (aqui).
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ainda sobre a utilização da coletânea e a proposta de redação
Proposta de redação e coletânea: o que e como fazer?
Imagem (aqui) quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Competência textual: o que é?
As condições de produção de um discurso: palavras iniciais
Muitas ambiguidades, ironias, informações implícitas, sentidos indiretos têm seu(s) sentido(s) ancorado(s) no contexto. Vejamos como isso procede com o gênero fotografia.
A foto acima, de Hugo Scotte, extraída do Álbum dos Caras Pintadas no Picassa , foi registrada em Porto Alegre, em 26/03/2009. A imprensa gaúcha e a nacional deram cobertura ao protesto de 30/03, que envolveu não só estudantes secundaristas e universitários, como também trabalhadores do RS.
Tal qual ocorrido durante o processo de impeachment do ex-presidente Collor de Mello, quando estudantes de todo o país pintaram seus rostos de verde e amarelo, simbolizando, por meio dessas cores, a bandeira nacional, e exigindo ética e transparência nas ações do governo da época, os “caras pintadas”, como ficaram conhecidos, foram às ruas exigindo não “Fora Collor”, mas “Fora Yeda”.
Outras pistas relativas ao contexto merecem destaque: além das imagens — rostos pintados (de quem e por quê?) com as cores da bandeira do Estado (azul, vermelho, verde e amarelo: qual simbologia?), bandeiras sul-rio-grandenses coladas nas roupas e/ou nas bocas dos jovens, a cor do cartaz em preto, sinalizando “luto’ (por que estão de luto?) —, os termos “Ella” (quem?), grafado com dois “ll”, assemelhando-se ao nome de Collor, e o enunciado “Estamos de volta” (quem está e por quê?) e “não pode continuar” (quem não pode e quem vai impedir?), uma referência ao conhecido enunciado, na época, “Fora, Collor!”— , fazem vir à tona, por intermédio da memória dos brasileiros, o episódio do passado, mas agora atualizado e contextualizado de uma outra forma.
É um novo enunciado, um novo fato (o pedido de impeachment de Yeda Crusius, uma nova “crise”, um novo “fora”, e uma nova autoridade, não mais a do presidente da República, mas a da governadora do RS).
No entanto, essas novas informações só emergiram porque estão apoiadas em um já-dito, agora, re(significado). Sem esses elementos extratextuais, relativos ao contexto de produção, como os sentidos possíveis aqui seriam construídos? Hãm...? Hum...?"
Gêneros do discurso: palavras iniciais
Quando usamos a linguagem, costumamos desenvolver o que duas pesquisadoras da linguagem – Koch & Elias _ em Ler e compreender, da Contexto, denominam de competência metagenérica:
“(...) cotidianamente, em nossas atividades comunicativas, são incontáveis as vezes em que não somente lemos diversos textos, como também produzimos ou ouvimos enunciados, tais como: escrevi uma carta, recebi o e-mail, achei o anúncio interessante, o artigo apresenta argumentos consistentes, fiz o resumo do livro, a poesia é de um autor desconhecido, li o conto, a piada foi boa, que tirinha engraçada” (2006; p. 101 – 102). (Grifos das autoras).
Os termos em itálico são considerados gêneros do discurso, nesses casos, bastante conhecidos no cotidiano. As autoras acrescentam:
“(...) os indivíduos desenvolvem uma competência metagenérica que lhes possibilita interagir de forma conveniente, na medida em que se envolvem nas diversas práticas sociais. É essa competência que possibilita a produção e a compreensão de gêneros textuais, e até mesmo que os denominemos (...)” (Grifos das autoras).
Em Os gêneros do discurso, Bakhtin, um estudioso da linguagem, afirma que não há comunicação senão por meio de gêneros e os define como um conjunto de “tipos relativamente estáveis de enunciados” (1997, p.279). Sobre a estabilidade dos gêneros explica: “Se não existissem os gêneros do discurso e se não os dominássemos, se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala, se tivéssemos de construir cada um de nossos enunciados, a comunicação verbal seria quase impossível.” (idem, p. 302).
Se vocês, ao lerem o texto que acompanha a imagem de Jonh Lennon, tivessem de identificá-lo, provavelmente diriam que se trata de uma piada ou pegadinha. Foi possível identificá-lo como tal porque, de um lado, a forma (estrutura linguística) _ “O que ‘X’ falou para ‘y’?”; “O que é o que é?” _ já adquiriu uma certa estabilidade no conjunto de enunciados que, no contexto brasileiro, estruturam, de um modo geral, as piadas ou pegadinhas. De outro, percebe-se um estranhamento pois “O sonho acabou” é um enunciado que, noutras condições de produção, expressava um(uns) sentido(s)diferente(s). Na canção God, John compôs a célebre frase “The dream is over” em referência à dissolução dos Beatles e ao fato de não acreditar nos Beatles e em Jesus, afirmando ser Deus “um conceito pelo qual medimos nossa dor”. Esse deslocamento de sentidos, decorrente do termo “sonho” (utopia, idealismo), no tempo e no espaço, bem como a expressão “padaria” como referencial de um lugar onde se vendem “sonhos” (alimento), provocou um estranhamento que, por sua vez, ocasionou um efeito de sentido de humor."
Outros exemplos, queridos alunos?
Texto: elementos intra e extratextuais
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias,
uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um reboliço de ancas,
quem diz outra coisa é besta
(Gregório de Matos)
Essas leituras são viáveis porque não há separação categórica entre autor/leitor/texto/contexto. Todos esses elementos são constitutivos do processo de leitura. Sobre isso, lembremos:
1º) O texto não é o ponto de partida nem de chegada do(s) sentido(s) pois, se os aspectos exteriores a ele (as condições de produção, noção a referida posteriormente) são determinantes na construção de sentido(s), há de salientarmos que o próprio texto, no seu interior, também sugere pistas linguísticas (assim como as pistas contextuais) para o leitor compreendê-lo. Explico mais detalhadamente essa afirmação valendo-me do poema acima, cuja autoria remete à época do Barroco no Brasil, aqui, acompanhado da escultura _ embora de mármore, ardente! _ O beijo, de Rodin.
Na tentativa de definir o amor, o poeta cria, por meio da escolha e da combinação lexical, imagens que, na mente do leitor, apontam para a hipótese de uma leitura do poema: o amor "carnal" é, para o eu-lírico, o "verdadeiro" amor, absoluto e único. "Quem diz outra coisa é besta" ratifica essa concepção absoluta e exclui muitas outras possibilidades de leitura do texto.
Os termos selecionados _ artérias/bocas/veias/ancas/, e ainda, embaraço/união/tremor/confusão/batalha/reboliço _, quando combinados, funcionam como pistas, inseridas no interior do próprio texto, aludindo à concepção do amor carnal como valor/sentimento máximo defendido pelo eu-lírico.
2º) O(s) sentido(s) de um texto não é (são) determinado(s) exclusivamente pelo seu autor uma vez que, se assim o fosse, entenderíamos claramente a intenção desse autor ... Será possível captar-se plenamente essa intenção?
3º) Esse(s) sentido(s) não é (são) determinado(s) igualmente pelo leitor já que explicações como "Mas essa é a 'minha' leitura" ou "Essa é a leitura que 'eu' fiz do texto" permitiriam ao leitor tornar-se fonte exclusiva e principal de sentido(s), possibilitando-lhe, assim, apropriar-se de "toda e qualquer" leitura.
4º) Por fim, ressalto a importância das condições de produção e das pistas contextuais, estas a serem analisadas posteriormente. No entanto, a estrutura linguística não pode ser ignorada sob a pena de o texto "ficar à deriva" dessas condições de produção que, no decorrer do tempo, não necessariamente podem ser resgatadas.
Mais tarde, trataremos das condições de produção da leitura e dos textos, bem como de suas implicações relativas à concepção de texto/discurso."
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Texto: história de uma palavra
Podemos comparar a produção de um texto, sua "costura" _ o entrelaçamento, o encaixe, a sequência e a articulação das palavras e frases num todo dotado de sentidos _ com o trabalho de uma tecelã. Essa comparação pode ser estabelecida pela ligação entre o conteúdo deste post e sua imagem (acima).
Fiquei pensando sobre o trabalho das tecelãs... Fiquei pensando sobre tecer... Sobre tecer a vida... Cheguei a algumas conclusões, ou mais que isso, a questionamentos... Lembrei-me do filme Colcha de retalhos _ lindo! E com um elenco feminino espetacular: Wynona Ryder, Anne Bancroft, Ellen Burstyn, Kate Nelligan. Quem assistiu ao filme percebe por que o estou mencionando.
É... Os textos, tanto quanto nós, têm sua história... "
Querem ver? Leiam o post seguinte. Bj carinhoso!




